Metro de Superfície vai passar pelas zonas de maior densidade populacional13.09.2023

Palavras-chave Metro de Superfície vai passar pelas zonas de maior densidade populacional

O secretário executivo do Conselho Nacional das Obras Públicas (CNOP), António Resende, reafirmou, nesta terça-feira, a aposta do Governo na construção do Metro de Superfície de Luanda, apesar de ainda não existir uma data para o início da empreitada, que visa melhorar a mobilidade na capital do país.

António Resende, que falou à imprensa no intervalo da reunião do CNOP, orientada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, avançou que neste momento está em discussão sobre qual será o ramal principal e prioritário para a construção do metro de superfície, que deve passar pelas zonas de maior densidade populacional.

"A intenção é atender a população, por isso se está a ver a possibilidade do metro chegar próximo da cidade, para haver uma mobilidade a nível de Luanda bem melhor da que existe actualmente”, esclareceu António Resende, após a reunião do Conselho, que decorreu à porta fechada.

O secretário executivo do CNOP informou que o projecto já foi aprovado em Decreto Presidencial, mantendo a parceria alemã e o financiamento, estando em estudo as fases para melhor distribuição orçamental.

O projecto do Metro de Superfície de Luanda começou com um Memorando de Entendimento assinado em 7 de Fevereiro de 2020 por Michael Peter, director executivo da empresa alemã Siemens Mobility, e o ministro dos Transportes, Ricardo d’Abreu, no quadro da visita que a então chanceler alemã, Angela Merkel, efectuou a Angola.

Segundo matérias já publicadas neste diário, o orçamento inicial da construção do Metro de Superfície de Luanda está no valor de três mil milhões de dólares e Angola teria uma participação na ordem dos 30 por cento, cabendo a outra parte aos agentes privados interessados em participar do projecto.

A linha do Metro de Superfície vai ter uma extensão de 149 quilómetros e cobrir os eixos principais de Luanda, isto é, do Porto de Luanda e Cacuaco, Avenida Fidel Castro Ruz-Benfica, Porto de Luanda-Largo da Independência e Cidade do Kilamba-Largo da Independência.

O Metro de Superfície de Luanda, que numa primeira fase vai ligar a Centralidade do Kilamba ao Porto de Luanda, oferece benefícios na requalificação urbana da capital do país. A Linha Amarela, a primeira a ser construída, vai sair do Kilamba, passando pelo traçado BRT, Estádio 11 de Novembro, Sapu, Estalagem, Grafanil, Estrada de Catete, Unidade Operativa até à Tourada. Deste ponto vai prosseguir até à zona do Aeroporto, descendo para o Prenda até ao Zamba 2. Daí segue para a Nova Marginal até chegar ao Porto de Luanda.

A Linha Vermelha será instalada no separador central da Avenida Fidel Castro Ruz, numa rota de aproximadamente 60 quilómetros, de Cacuaco para o Benfica, enquanto a Linha Verde vai ligar Cacuaco ao Porto de Luanda. A Linha Azul vai sair do Zamba 2, conectar com a Linha Amarela, passando pela Nova Marginal, até ao Benfica.

Na reunião do Conselho Nacional das Obras Públicas foram analisados outros projectos estruturantes do país, com destaque para o novo Aeroporto Internacional de Luanda "Dr. António Agostinho Neto”, a ser concluído em Novembro, segundo António Resende.

O Conselho Nacional das Obras Públicas é composto por 12 ministérios e um grupo técnico que envolve um representante de cada ministro e das ordens dos Engenheiros e dos Arquitectos de Angola.

23-09-2024 03:36:54 | 23-09-2024 03:37:17
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